O problema: resíduos orgânicos em aterros geram metano
Quando resíduos orgânicos — restos de alimentos, materiais vegetais, lodos — são enterrados em aterros sanitários, eles se decompõem em um ambiente com baixo ou nenhum oxigênio. Esse processo anaeróbico produz biogás, composto principalmente por metano (CH₄) e dióxido de carbono (CO₂).
O metano é um problema grave para o clima. Embora permaneça na atmosfera por menos tempo que o CO₂, ele é 84 vezes mais potente como agente de aquecimento global em 20 anos e aproximadamente 28 vezes mais potente em um horizonte de 100 anos — o índice mais comumente utilizado nas comparações.
Por que a compostagem emite muito menos?
A compostagem, especialmente a termofílica com aeração contínua, é um processo predominantemente aeróbico: a decomposição ocorre na presença de oxigênio. Nessas condições, o carbono orgânico é convertido principalmente em CO₂ — não em metano.
A diferença é enorme: o CO₂ liberado na compostagem é considerado neutro em carbono, pois faz parte do ciclo biogênico — o mesmo carbono que a planta absorveu da atmosfera durante seu crescimento. Já o metano gerado nos aterros é um acréscimo líquido de gases de efeito estufa à atmosfera.
Carbono biogênico vs fóssil
O CO₂ liberado na compostagem de matéria orgânica de origem vegetal e animal é considerado "biogênico" — faz parte do ciclo natural do carbono. O metano gerado em aterros, por outro lado, representa uma transferência de carbono estocado no solo para a atmosfera, acelerando o aquecimento global.
O papel da aeração contínua na redução de emissões
Em sistemas de compostagem mal conduzidos ou sem aeração adequada, podem se formar zonas anaeróbicas dentro das leiras — bolsões sem oxigênio onde o metano é produzido localmente. A aeração contínua, como utilizada na nossa unidade em Pereiras/SP, elimina esse risco ao manter oxigênio distribuído uniformemente em todo o material.
Isso garante que o processo permaneça aeróbico do início ao fim, maximizando a diferença de impacto climático em relação ao aterramento.

O que isso significa em números para sua empresa
Para colocar em perspectiva: uma empresa que gera 100 toneladas de resíduos orgânicos por mês e os envia para aterro sanitário contribui com emissões equivalentes a dezenas de toneladas de CO₂ por ano — apenas pela decomposição anaeróbica desse material.
Ao destinar os mesmos resíduos para compostagem termofílica, essa empresa evita a maior parte dessas emissões — e pode contabilizar esse resultado em seu inventário de carbono e relatório ESG.
Aplicações para relatórios ESG e sustentabilidade
A destinação para compostagem gera métricas concretas e auditáveis para sua estratégia ambiental:
- Toneladas de resíduos orgânicos desviados de aterro (Escopo 3 da pegada de carbono)
- Toneladas de CO₂ equivalente evitadas pela mudança de destinação
- Percentual de resíduos com destinação ambientalmente adequada (ODS 12)
- Redução de passivo ambiental e melhoria de indicadores de gestão de resíduos
Transforme redução de emissões em operação
Para aplicar esse conceito no fluxo da empresa, veja também:
Emissões anaeróbicas durante a compostagem: o que monitorar
Mesmo na compostagem aeróbica, há situações que podem gerar emissões indesejadas de gases. Os principais riscos ocorrem quando:
- A umidade do material está excessivamente alta, compactando a leira e reduzindo a permeabilidade ao oxigênio
- A relação C/N está desequilibrada, com excesso de nitrogênio gerando amônia (NH₃)
- A aeração falha ou é insuficiente para o volume de material em processo
- A fase de maturação não é conduzida adequadamente
Nossa equipe técnica monitora continuamente esses parâmetros para garantir que o processo se mantenha aeróbico e as emissões sejam minimizadas em todas as etapas.
Monitoramento técnico contínuo
Na nossa unidade, medimos diariamente temperatura, umidade, pH e teor de oxigênio nas leiras. Esse rigor técnico é o que garante a eficiência do processo e a qualidade do composto final — e o que nos permite fornecer dados confiáveis para os relatórios de sustentabilidade dos nossos clientes.
Compostagem como estratégia de descarbonização
A gestão responsável de resíduos orgânicos está se tornando um componente cada vez mais relevante das estratégias corporativas de descarbonização. Com as metas climáticas do Acordo de Paris e os compromissos de Net Zero assumidos por empresas e governos, a destinação de orgânicos não é mais apenas uma questão de compliance — é parte da agenda climática.
Empresas que adotam a compostagem como destinação padrão para seus resíduos orgânicos estão, ao mesmo tempo, cumprindo a legislação, reduzindo seu impacto climático mensurável e construindo uma narrativa de sustentabilidade genuína — não apenas declarativa.
Calcule o impacto climático dos seus resíduos
Nossa equipe pode ajudar sua empresa a estimar as emissões evitadas pela destinação correta dos resíduos orgânicos. Dado útil para relatórios ESG e inventários de carbono.
Avaliar emissões pelo WhatsAppPerguntas frequentes sobre compostagem, aterro e emissões
Por que aterro gera mais metano que compostagem?
No aterro, o resíduo orgânico se decompõe com pouco oxigênio, favorecendo produção de metano. Na compostagem aeróbica, a presença de oxigênio reduz esse risco.
Compostagem pode entrar em relatório ESG?
Sim. Toneladas desviadas de aterro, certificados de destinação e estimativas de emissões evitadas podem apoiar indicadores ambientais e inventários de carbono.
A aeração contínua reduz odor e emissões?
Sim. A aeração ajuda a manter o processo aeróbico, reduzindo formação de zonas anaeróbicas associadas a odor e metano.

